JOGADOR Nº 1

Jogador n°1, de Ernest Cline, é uma visão do futuro?

O livro recebeu a adaptação para o cinema em 2018

Filipe Guedes

Filipe GuedesUm viajante literário. Um leitor incurável.

12/04/2019 16h52Atualizado há 7 meses
Por: André Luiz
Fonte: AzArtes
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Reprodução: Foto de Filipe Guedes
Reprodução: Foto de Filipe Guedes

Ser um nerd nos anos 80 não era uma tarefa fácil. Eram os rejeitados no meio estudantil. Hoje é um pequeno status se você é chamado de CDF em sala de aula, talvez por conta dos avanços da tecnologia. Por meio dela, esta minoria da sociedade vem ganhando mais reconhecimento, por assim dizer. Tudo isso possui uma relação forte com a cultura pop.

Há mais ou menos um ano Jogador Nº 1 ganhou sua adaptação para os cinemas. Para relembrar um pouco o filme de Steven Spielberg (o mesmo diretor de Tubarão, de 1975), aqui vai um pequeno texto sobre o livro. Nem todo geek é um leitor voraz, mas a obra escrita por Ernest Cline é uma história literária que todo nerd deveria ler.

Em 2044 a sociedade já está sofrendo com a falta de recursos naturais e econômicos (como já acontece em algumas partes do mundo), onde apenas a população consegue algum privilégio.

Entre os anos 1980 e 2044 os avanços tecnológicos se mostraram significativos. De certa forma pode-se dizer que a tecnologia está no topo das prioridades de qualquer ser humano, não só na obra de Cline, mas na realidade atual também.

Em um mundo onde a tecnologia prevalece existe guerra, fome, sede e tristeza. O único refúgio neste mundo sombrio é o Oasis. É uma espécie de game de realidade virtual, um lugar onde as pessoas buscam tudo que elas podem ser. Dentro dele há diversas dimensões, como o universo de Harry Potter ou Super Mario World. 

Neste mundo vive Wade Watts. É um desses garotos que fogem daquela realidade pacata para se aventurar no Oasis. O típico nerd e fã de clássicos de vídeo games. Mas o jogo deixou de ser apenas uma diversão de vídeo game, mas uma necessidade para a humanidade. Pessoas como ele e de todas as idades passaram a jogar para ali trabalhar, estudar e talvez encontrar uma sociedade menos miserável. Possivelmente uma crítica sobre como a humanidade está cada vez mais conectada à virtualidade.

O falecimento do criador do Oasis, o bilionário James Halliday, deixou a realidade virtual mais atrativa. Ele deixou uma série de Easter-Eggs espalhados no game e, o jogador que desvendar todas as pistas herdará toda sua fortuna.

Não é tão simples quanto aparenta. Para desvendar os mistérios, os gamers precisam cair de cabeça nos anos 80, pois James Halliday foi um fã clássicos de vídeo games e da cultura pop daquela década, como o jogo Street Fighter, as franquias de Star Wars e as batidas de rock.

O livro é semelhante ao Sword Art Online, um anime sobre games de realidade virtual e MMORPG. Em um espaço totalmente voltado para a cultura pop, Ernest Cline escreveu Jogador n°1 com bases políticas, históricas e muita tecnologia, sem deixar de lados seus pontos fortes e fracos para aquela sociedade. Estaríamos caminhando em direção a isso?

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