Terça, 19 de Outubro de 2021
Artistas Card Game

More Magic - Magic The Gathering pelo ângulo afrofuturista

Entrevista com Esdras

30/12/2020 às 14h04 Atualizada em 05/01/2021 às 11h04
Por: André Luiz Fonte: AzArtes
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Reprodução: Imagem do perfil @moremtg
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Esdras sempre gostou de Magic The Gathering, lia os contos produzidos por escritores que são disponibilizados no site do jogo para a criação de uma narrativa com histórias de personagens e do próprio jogo.

O professor de Inglês-Português e morador da Ceilândia, Esdras Aristides se viu numa encruzilhada, quando a pandemia chegou, já não conseguia fazer muitas das coisas que costumava fazer, seus amigos não compartilhavam do mesmo interesse por Magic The Gathering e a forma que ele encontrou para expressar suas ideias e comentários sobre o card game foi através da rede social Instagram.

Com a página, sente que tem uma plataforma onde pode postar conteúdo sobre os contos que serão lançados e também explicar aquilo que os leitores talvez não tenham entendido, podendo abordar Magic The Gathering pelo ângulo afrofuturista.

Abaixo você confere a entrevista com o @moremtg

Como artista, o que você faz?

Acredito que sou um tipo amador de artista, pois me envolvi com muitas formas diferentes de arte (teatro, canto, participação em audiovisuais...), mas sem nunca me estabelecer em nenhuma delas.

A escrita é a que estou envolvido há mais tempo. No momento, estou escrevendo uma trilogia afrofuturista que estou elaborando desde 2014.

 
 
 
 
 
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E como é seu processo de criação?

Intuitivo não-técnico. O que eu realizo artisticamente é fruto da epifania/inspiração do momento. Com exceção do ramo da literatura, geralmente faço experimentações artísticas sem um conhecimento técnico aprofundado.

 
 
 
 
 
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De onde vem sua inspiração para criar?

Provavelmente, vem da fricção entre as diferentes identidades que eu me apropriei durante minha vida:  identidade mineira e a identidade brasiliense; a cristã e a queer; afrocentrada/asiática/europeia. Eu nunca fui de suprimir uma coisa para favorecer outra, então hoje em dia me encontro em um estilo de vida sincrético, então a interação de diferentes culturas sempre chamou minha atenção.

 
 
 
 
 
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O porquê desse projeto?

Por eu ter gostos tão ecléticos, assim, a fantasia sempre foi o local que mais me agradou desde criança, por causa da infinitude e liberdade criativa que ela fornece - e Magic The Gathering é uma das obras fantásticas mais completas que eu conheci em toda minha vida, principalmente por ter uma abordagem afrofuturista muito caprichada. A pandemia tirou muitas das coisas que eu costumava fazer, então quando percebi que praticamente não havia criadores de conteúdo brasileiros abordando Magic The Gathering pelo ângulo afrofuturista, me inspirei a fazer isso eu mesmo, e acabou sendo uma das coisas mais legais que aconteceu neste ano para mim.

 
 
 
 
 
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O que você usa de referência? (pessoas, filmes, séries, livros, paisagens, urbanismo, lugares, jogos)

Eu realmente uso toda aquela ecleticidade que eu mencionei e a combino com os aspectos estéticos do jogo. Isso, de fato, envolve fazer referências a pessoas, músicas, filmes, séries, desenhos, jogos e lugares que eu admiro.

 
 
 
 
 
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O que é afrofuturismo? 

Eu entendo afrofuturismo como uma corrente artística que cria frutos em todas as partes do mundo e formas de arte e entretenimento. Ela diz respeito ao ato de uma pessoa criar algo que celebra a estética afrocentrada e/ou denuncia o racismo, muitas das vezes fazendo uso de elementos ficcionais para explorar mundos possíveis e criticar ideias racistas.

 
 
 
 
 
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Moremtg significa mais Magic The Gathering? 

Exatamente haha. O conteúdo que eu crio e posto na página pode ser apreciado por qualquer um, mas com certeza sempre será mais bem recebido pela comunidade do jogo. Por isso, a considero como uma fanpage do jogo, mas que tenta ir além do produto.

 
 
 
 
 
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Como são feitas suas análises de temas literários no jogo?

Bem, tudo é feito de forma bem diversa; geralmente depende da ideia que surgir no momento. Uma das coisas que estou mais animado para fazer é analisar (fazer review) dos contos sobre o jogo que serão lançados no bimestre que vem.

Trimestralmente, a empresa do jogo lança novas histórias que estão relacionadas com a nova coleção de cartas. Escritores talentosos são encarregados de escrever contos que são disponibilizados no site do jogo.

Eu sempre li os contos, mas guardava os comentários para mim, já que meus amigos não gostam tanto de conversar sobre esses contos. Agora, com a página, eu tenho uma plataforma onde vou poder postar conteúdo sobre os contos que serão lançados e também explicar aquilo que os leitores talvez não tenham entendido.

 
 
 
 
 
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Pode explicar para quem não conhece o Magic The Gathering? Como ele funciona, regras e tudo mais?

Alguns jogadores ficarão bravos comigo por dizer isso, mas para mim a forma mais fácil de explicar o jogo é: MTG é igual Yu-Gi-Oh!.

O jogo de cartas daquele desenho que passava na televisão. Porém, Magic The Gathering foi o primeiro jogo de cartas assim que foi criado. É um jogo de raciocínio lógico, como o xadrez, onde você usa suas peças (suas cartas) para criar uma estratégia que derrote seu oponente. 

Em 27 anos de jogo, trouxeram muitas regras para o cardgame, porém é bastante fácil de aprender a jogar, tanto fisicamente quanto online (por meio das lojas especializadas em jogos de cartas e jogos de tabuleiro e do jogo online oficial).

 
 
 
 
 
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Lá no começo da nossa conversa você disse que estava escrevendo uma trilogia, pode me falar um pouco dessa saga que está elaborando?

Em 2014 eu estava fazendo pré-vestibular, o que eu estudava acabou se misturando com meus interesses pessoais e uma história foi surgindo. São 3 livros abordando uma família afro-brasileira que, por acaso, entram em contato com seres de outro planeta e uma bola de neve de acontecimentos acaba por mudar o mundo para sempre. Vem sendo bem divertido escrevê-la, porém ainda estou no início do primeiro livro. A história foi se encaixando aos poucos na minha imaginação e hoje é irresistível a sensação de que eu tenho que escrevê-la do início ao fim.

 
 
 
 
 
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Para finalizar, como artista gostaria que deixasse algumas sugestões/indicações de algo para os leitores (pode ser um filme, um jogo, uma série, um desenho, um perfil no Instagram ou twiiter, um livro, um poema, etc). A escolha é sua!

Minhas Indicações são:

Ensaio sobre a Cegueira, Nana (Ai Yazawa) e Ru Paul's Drag Race

Currículo do artista

Nome: Esdras Aristides

Idade: 26 anos

Quem sou eu: Um professor de Inglês-Português

Como prefere ser chamado: Esdras

Identidade de Gênero: Queer

Redes Sociais: @ezraristides

Onde mora: Ceilândia - Distrito Federal

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